28 March 2006

The song of me

Because Of You
Kelly Clarkson
Composição: Kelly Clarkson, David Hodges e Ben Moody


I will not make the same mistakes that you did
I will not let myself cause my heart so much misery
I will not break the way you did
You fell so hard
I've learned the hard way, to never let it get that far

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid

I lose my way
And it's not too long before you point it out
I cannot cry
Because I know that's weakness in your eyes
I'm forced to fake a smile, a laugh
Every day of my life
My heart can't possibly break
When it wasn't even whole to start with

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of youI find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid

I watched you die
I heard you cry
Every night in your sleep
I was so young
You should have known better than to lean on me
You never thought of anyone else
You just saw your pain
And now I cry
In the middle of the night
For the same damn thing

Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of youI
learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of youI tried my hardest just to forget everything
Because of youI don't know how to let anyone else in
Because of youI'm ashamed of my life because it's empty
Because of you
I am afraid
Because of you

07 March 2006

Casamento à vista!


Não poderia deixar de postar algo sobre o matrimônio de uma amiga Little!
Não vou citar aqui seu codinome porque isso confirmaria as dúvidas de todo mundo... mas quero deixar aqui registrado nossa imensa alegria!
Sua história de amor, Little, é inspiradora! Vocês não deixaram a distância se tornar um empecilho nem outras dificuldades comuns às vidas de jovens casais (o mesmo que casais de jovens... hehe). Parabéns!!!
Que a benção do Senhor Nosso Deus seja sobre essa união todos os dias de suas vidas!
AMÉM!!!

03 March 2006

MAY THE FORCE BE WITH YOU


Littles in black. And white.
2006 here we are.

20 February 2006

Não vou falar de amor, deixem que ela fale...

Amor

Por Rachel de Queiroz

Outro dia liguei o rádio e ouvi que faziam um concurso entre os ouvintes procurando uma definição para amor. As respostas eram muito ruins, até dava para se pensar que nem ouvintes nem locutores entendiam nada de amor realmente; o lugar-comum é mesmo o refúgio universal, que livra de pensar e dá, a quem o usa, a impressão de que mergulha a colher na gamela da sabedoria coletiva e comunga das verdades eternas. O que aliás pode ser verdade.

Mas a idéia de definição me ficou na cabeça e resolvi perguntar por minha conta. Tive muitas respostas. A impressão geral que me ficou do inquérito é que de amor entendem mais os velhos do que os moços, ao contrário do que seria de imaginar. E menos os profissionais que os amadores – digo os amadores da arte de viver, propriamente, e os profissionais do ensino da vida.

Vamos ver.

Dona Alda, que já fez bodas de ouro, diz que o amor é principalmente paciência. Indaguei: e tolerância? Ela disse que tolerância é apenas paciência com um pouco de antipatia. E diz que amor é também companhia e amizade. E saudade? Não, saudade não: saudade se tem das pessoas, das alegrias, das coisas da mocidade, da infância dos filhos. Mas do amor? Não. Afinal, o amor não vai embora. Apenas envelhece, como a gente.

A jovem recém-casada me diz que o amor é principalmente materialismo. Todos os sonhos das meninas estão errados. Aquelas coisas que se lêem nos livros da Coleção das Moças, aqueles devaneios e idealismos e renúncias e purezas, está tudo errado. Quando a gente casa é que vê que o amor não passa de materialismo.

Teresinha de Jesus, às vésperas de botar no mundo o seu filho de mãe solteira, responde: “Amor? É iludimento. No começo é dançar, tomar Coca-Cola com pinga, ganhar corte de pano e caixa de pó-de-arroz. Depois é a barriga e todo mundo apontando, e o camarada sumido”.

Semana que vem vai para a maternidade. Quem quiser lhe falar de amor venha, que ela tem uma resposta. Mas impublicável.

Um senhor quarentão, bem-casado, pai de filhos: “Amor, como se entende em geral, é coisa da juventude. Depois de uma certa idade, amor é mais costume. É verdade que tem a paixão com seus perigos. Mas você falou em amor e não em paixão, não foi?”

- E de paixão, que me diz? – Aí ele se fecha em copas. “Deixo isso para os jovens. Velhote apaixonado é fogo. E eu não passo de um pai de família”.

A mãe da família desse senhor: “Amor? Bem, tem amor de noiva, que é quase só castelos e tolice. Tem o de jovem casada, que também é muita tolice – mas sem castelos. Complicado com ciúme, etc., mas já inclui algum elemento mais sério. E tem o amor do casamento, que é a realidade da vida puxada a dois. Agora, o amor de mãe... Você perguntou também o amor de mãe?”

Respondi energicamente que não; amor de mãe, não. Quero saber só de amor de homem com mulher, amor propriamente dito.

Diz o solteiro, quase solteirão, que se imagina irresistível e incasável: “Amor é perigo. Só é bom com mulher sem compromisso. Com moça donzela dá em noivado, com mulher casada dá em tragédia. O melhor é amor forte e curto, que embriaga enquanto dura e não tem tempo para se complicar. Aquela história de marinheiro com um amor em cada porto tem o seu brilho, tem o seu brilho”.

O pastor protestante diz que o amor é sublimar a atração entre os dois seres, é atingir a mais alta e pura das emoções. Não confundir amor com sexo! E perguntado – sendo assim, por que casam os pastores? Ele responde citando São Paulo: “Porque é melhor casar do que arder”.

Já o padre católico não elimina o sexo do amor. Explica que, pelo contrário, o sexo, no amor, é tão importante como os seus demais componentes – o altruísmo, a fidelidade, a capacidade de sacrifício, a ausência do egoísmo. E é tão importante que, para santificar o amor sexual – o amor conjugal -, a Igreja o põe sob a guarda de um sacramento, o santo matrimônio. E ante a pergunta: se tudo é assim tão santo, por que os padres não casam? O padre velho não se importa com a impertinência, sorri: “Nós nos demos a um amor mais alto. Casamento, para nós, seria pior que bigamia...”

E por último tem a matrona sossegada que explica: “Amor? Amor é uma coisa que dói dentro do peito. Dói devagarinho, quentinho, confortável. É a mão que vem da cama vizinha, de noite, e segura na sua, adormecida. E você prefere ficar com o braço gelado e dormente a puxar a sua mão e cortar aquele contato. Tão precioso ele é. Amor é ter medo – da morte, da doença, do desencontro, da fadiga, do costume, das novidades. Amor pode ser uma rosa e pode ser um bife, um beijo, uma colher de xarope. Mas o que o amor é, principalmente, são duas pessoas neste mundo”.
[19-5-1962]

17 February 2006

Nonesense

Hello my dearest. Here´s something you might have already heard of. Just in the mood to read it all over again. Hope you don´t mind:
Can't Take My Eyes Off You
Damien Rice


And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
my mind...'Til I find somebody new
By N.Merlo

13 February 2006

24 January 2006

Only Hope


Um pouco mais de A Walk to Remember...

ONLY HOPE

There's a song that's inside of my soul
Its the one that I've tried to write over and over again
I'm awake in the infinite cold
But you sing to me over and over and over again

So I lay my head back down
And I lift my hands and pray to be only yours
I pray to be only yours
I know now you're my only hope

Sing to me the song of the stars
Of your galaxy dancing and laughing and laughing again
When it feels like my dreams are so far
Sing to me of the plans that you have for me over again

I give you my destiny
I'm giving you all of me
I want your symphony
Singing in all that I am
At the top of my lungs I'm giving it back

So I lay my head back down
And I lift my hands and pray to be only yours
I pray to be only yours
I know now you're my only hope
(Mandy Moore)

19 January 2006

Simple Things

Wake up baby look around
Birds sing, ooooh that sound
Reminds me of a line
From Unchained Melody

Feel like I'm a little girl
Best thing in the whole wide world
Is I can see the makings of a memory
I remember how it used to be
Well I'm still dreaming...

Cuz I dream of simple things
I can believe in
Like the feeling this day brings
True love and the miracle of forgiving
I believe in simple things

Ain't nothing like a sunny day
Chit-chat at a street cafe
Just paint the picture, baby
Where you wanna be

Take a walk, take a ride
So far, you and I
Don't need a plan
But we can share
This revelry

I remember how I used to want it all
Funny now the big things seem so small

I dream of simple things
I can believe in
Like the feeling this day brings
True love and the miracle of forgiving
I believe in simple things

Through all the days
The blues, the greys
A ray of light keeps shining...
[Amy Grant]

15 January 2006

Uma voz no vento


Uma voz no vento
Chama azul do dia
Doce perfume, canção

Uma voz no tempo
Resiste na noite
E as lágrimas fogem de ti

Uma voz no vento
Uma voz me chama
Brisa de amor, doce coração

Uma voz no tempo
Carinho na alma
E as lágrimas fogem de ti

Se quem chegou, partiu
Se quem virá, já foi
Só pra quem fica os dias são todos iguais
Mil sonhos pra enterrar
Ventos e vendavais
Corpo e alma afetam
Se os anos pesam demais no coração

E as lágrimas fogem de ti
E lágrimas fogem de mim
E um rio se forma de nós.

[Leila Pinheiro, trilha da Minissérie "A Casa das Sete Mulheres]

31 December 2005

30 December 2005

Saudades!

Olá meninas!
Há quanto tempo!!
Espero que todas estejam bem.
Passei aqui prá matar a saudades, e também prá postar uma música que gosto muito, e que fala com naturalidade das despedidas...
Estamos nos despedindo de um ano, de realizações, de desejos não concretizados, de pessoas queridas... Mas temos que ter disposição prá refazer planos, conhecer novas pessoas, suportar as saudades, e cumprimentar novas surpresas. E espero que tenhamos muitas agradáveis em 2006. Boas surpresas são tão agradáveis não é mesmo?? Um abraço, um recadinho, palavras inesperadas... como é bom! Ainda mais quando as palavras são de esperança, e vem dos doces lábios do Amado de nossas almas!

Bem... acho que já escrevi coisas demais que não costumam ser do meu feitio.

Fiquem na santa paz de Deus!!! Paz tão boa e tão surpreendente, por vir em momentos tão improváveis, que eu não a trocaria por nada nesta vida!

Um grande abraço!
Ah!... Ainda tem a música...


Rasta do Adeus
Almir Sater


Vem chegando a hora
Hora de ir embora
Eu agora vou
Rever a morena
que ficou na cena
Cena que passou

Se ficar saudade
Deixa que mais tarde
ela também vai
Como vai a vida
Vou tocando em frente
Sem olhar pra trás

Coisas que acontecem
Deixa que eu lhe diga
Nada me cansou
Não senti fadiga
Porque gente amiga
Só me trás calor

Se eu tô indo embora
Não vai ser agora
que se vai sofrer
Deixa que mais tarde
Na curva da estrada
A gente se vê

Se eu deixo saudade
Vou levar também
Ter que ir embora
Todo mundo tem

26 December 2005

You and me

>> Littles, essa música é um oferecimento do nosso amigo Feijão para todas nós...

What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive
I can't keep up and I can't back down
I've been losing so much time

Cause it's you and me and all of the people
Nothing to do, nothing to lose
And it's you and me and all of the people and
I don't know why I can't keep my eyes off of you

All of the things that I want to say
Just aren't coming out right
I'm tripping on words, you got my head spinning
I don't know where to go from here

Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do, nothing to prove
And it's you and me and all of the people and
I don't why I can't keep my eyes off you

Something about you now
I can't quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right

Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do, nothing to lose
And it's you and me and all of the people and
I don't know why I can't keep my eyes off

You and me and all of the people
With nothing to do, nothing to prove and
It's you and me and all of the people and
I don't why I can't keep my eyes off of you.

What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive
[Lifehouse]

22 December 2005

15 December 2005

10 December 2005

Crônica mais linda...

Pequenas epifanias
Por Caio Fernando Abreu

Dois ou três almoços, uns silêncios.
Fragmentos disso que chamamos de “minha vida”

Há alguns dias, Deus – ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer – eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal – não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mau me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obssessivo do conto de Clarice Lispector – Tentação – na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou – descuidado, também – em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando minha opaca vida com os mesmos olhos atentos que a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir medo.
O Estado de S. Paulo, 22/04/86.

01 December 2005

All i want for xmas...


Fala, littles!

Como isso aqui está muito parado, resolvi postar essa música, que pode parecer exagerada, mas que nem por isso deixa de ser fofa...
Kisses para vocês!!!

ALL I WANT FOR CHRISTMAS IS YOU

I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you

I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need, and I
Don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I don't need to hang my stocking
There upon the fireplace
Santa Claus won't make me happy
With a toy on Christmas day

I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you

I won't ask for much this Christmas
I won't even wish for snow, and I
I just want to keep on waiting
Underneath the mistletoe

I won't make a list and send it
To the North Pole for Saint Nick
I won't even stay up late
To hear those magic reindeer click

'Cuz I just want you here tonight
Holding on to me so tight
What more can I do
Oh, Baby all I want for Christmas is you

All the lights are shining
So brightly everywhere
And the sound of childrens'
Laughter fills the air

And everyone is singing
I hear those sleigh bells ringing
Santa won't you bring me
The one I really need
Won't you please bring my baby to me quickly, yeah

Ohh ohh, I don't want a lot for Christmas
This is all I'm asking for
I just want to see my baby
Standing right outside my door

Ohh ohh, I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
Oh, Baby all I want for Christmas is you, you ooh, baby
All I want for Christmas is you
[Mariah Carey]

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ps: o melhor de tudo é saber que Papai Noel não existe, mas temos um Pai Celeste que realmente existe e para o qual também existimos... que tem o melhor presente para as nossas vidas em todos os dias do ano... :)

19 November 2005

Olhar para trás

15 November 2005

Sem título

Hoje o passado bateu à minha porta
Me contando as novidades
Novidades que
Gostaria de contar
E a vida alheia também apareceu
Mas não tive notícia de nada meu
Apenas coisas que jamais possui
Que jamais conheci
Não tenho resposta alguma
Tenho vergonha
Vergonha de tanto nada
Que às vezes me faz sofrer
Vergonha de tanto nada
Sobre o qual eu construí
Minha dor e minha frustração
Vergonha de ter pensado contra
O que eu nem sabia existir
Vergonha de às vezes
Eu mesma me sentir o próprio nada
Minha vida

Uma página em branco
Sobre a qual tentei escrever uma história
E sem notar criei apenas um longo
Diálogo
Com a minha imaginação
Se ao menos eu fosse poeta
Mas eis
Finalmente
Um algo
Que eu nunca serei

Também

12 November 2005

Fizeram uma música pra mim e eu não sabia...


Puxa... que surpresa... entrar no blog agora e ver novas postagens...
Star... nem imagino de onde veio sua inspiração para aquele poema, né? Perfeito...
Também tenho algo para compartilhar... uma música... uma surpresa...
Engraçado como ela surgiu na minha vida... "sorrateira e decisivamente", de Deus!
Conversava com um amigo há exata uma semana atrás... de repente ele disse: eu conheço uma música que é a sua cara!
E a cada verso que ele me mostrava, eu me assustava com a real semelhança... comigo e com o momento que vivo e que ainda era muito recente na ocasião...
Ele ainda enfatizou: nossa, agora que eu estou ouvindo eu vejo que, com certeza, é a sua cara!
Foi um presente, essa música. E foi um elogio, essa afirmação...


Não desista dos seus sonhos

Você é assim
Feita de sonhos e esperança
Nasceu pra amar
E ser amada por alguém eternamente
E compartilhar Jesus e a vida
Serem dois em um, uma família

Você é assim
Puro romance
Chega a ser boba e engraçada
Conta adiante

Essa sua fé em contos de fadas


E vem você agora me dizer
Que está desanimada
Não quer mais saber
Que você está cansada de tanto sofrer
Que está doendo muito o seu coração
Oh, minha amiga não fique assim
Não acabou o mundo
Ainda não é o fim
Pode ser noite agora
Tempo de chorar
Mas logo chega o dia e vamos cantar

Não desista dos seus sonhos
Deus tem o melhor pra você
Lembra que Ele está perto
Ele sofre com você
Não desista dos seus sonhos
A dor, com o tempo, vai passar
Entrega toda a tua angústia
Pro Consolador cuidar



Quem ama é assim
Arrisca e se expõe
Quem ama e se entrega
E nessa entrega pode se machucar
Mas esse é o desafio de quem quer amar

Tua dor deve ser grande
Outra vez, decepção
Parecia ser o cara certo

Especialmente feito pra você
Talvez os pessimistas sejam certos
Desiludidos, donos da razão
Jovens sonhadores são ingênuos
E só quebrando a cara aprenderão
Que amor eterno é uma utopia
Casamento perfeito, ilusão
Príncipe encantado, fantasia
Monogamia, o mesmo que prisão



Que a figueira não floresça
Que a videira não dê frutos
Vem, porém, se alegrar no Senhor
Exultai no Deus da criação
Te agrada do Senhor
E ele satisfará os desejos do teu coração
Espera no Senhor
No tempo do Senhor
A resposta pra tua oração

Só não desista dos seus sonhos
Deus tem o melhor pra você
Lembra que Ele está perto
Ele sofre com você
Não desista dos seus sonhos
A dor, com o tempo, vai passar
Entrega toda a tua angústia
Pro Consolador cuidar



Daqui a algum tempo você vai olhar pra trás
Deus é fiel vai te tornar capaz
Pois tudo coopera pro bem
Mesmo a dor também
Daqueles que amam a Deus e o temem
As suas feridas hoje tão expostas
Serão só cicatrizes
Só marcas do passado
Você vai estar mais forte
Pra lutar com mais garra
Pra ver seu sonho enfim concretizado

Não desista dos seus sonhos
Deus tem o melhor pra você
Lembra que Ele está perto
Ele sofre com você
Não desista dos seus sonhos
A dor, com o tempo, vai passar
Entrega toda a tua angústia
Pro Consolador cuidar



[Pimentas do Reino]

07 November 2005